13 critérios que uso para não cair no hype

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Com esse lançamento do mega-evento-jogo Twilight Imperium (Fourth Edition) pela Galápagos, fico pensando (e com inveja) das pessoas que compram esse jogo com a certeza que terão muitas partidas para valer o investimento (700,00!!!).


Twilight Imperium (Fourth Edition)

Se você tem um grupo fixo que adora jogos eventos de 5 a 12 horas então comprar TI4 vale muito a pena. Mas se outra pessoa no seu grupo também está comprando TI4, vale a pena ter 2 cópias do mesmo jogo no mesmo grupo?

Por outro lado se você nunca jogou TI4, ninguém no seu grupo tem paciência de ficar mais que 5 horas em um mesmo jogo, porque diabos você vai querer um caixão do TI4 ocupando toda a extensão das sua estante?

O problema é que o capitalismo criou o hype. A estratégia que usam para você comprar um celular badalado é a mesmo em qualquer nicho. Até no nicho do nicho do nicho onde se encontra o nosso hobbie.

Lógico que eu queria ter um TI4 na minha estante, o hype serve pra isso, fazer você comprar agora e se arrepender depois.

Igual quando comemos um pudim inteiro em ficamos em silêncio na cozinha pensando no que acabamos de fazer.

Fiz uma lista de critérios que uso para me livrar do hype e economizar uma grana. Não me julguem. São MEUS critérios.

 

1. Evito comprar sem jogar antes.

Jogando antes eu vou descobrir se gosto ou não do jogo. É nessa hora que o hype pode aumentar ou praticamente sumir a ponto de tirar o jogo da minha lista prioritárias de compras. Isso aconteceu comigo recentemente com o jogo Altiplano. Joguei antes e achei muito chato. Risquei ele da lista.

2. Não acredito 100% nas análises de jogos.

Existe o “Influencer” que recebeu o jogo da editora ou loja e vai falar bem do jogo de qualquer jeito pra aumentar seu hype, porque se falar mal não vai mais ganhar jogo. Isso acontece, mas não estou generalizando.

E tem o cara comum, que não tem canal, que faz sua análise geralmente em texto nos fóruns e está pouco se lixando se vai ferir os sentimentos de alguma editora. É claro que procuro ler os textos desse último.

3. Gosto é gosto. 

Completando o que disse acima. Procuro ler análise de gamers que tem o mesmo gosto. Será que esse hype vale a pena?

4. Black friday ou Usados

Vou dar o exemplo de Lisboa, lançado no hype por 400,00 e na natal menos de um ano depois por 199,00. Será que não vale a pena esperar o Hype baixar  e comprar com desconto ou até um usado meses depois? Claro.

5. O meu teto de compra

Por exemplo, eu coloquei um critério que raramente compro jogos mais caros do que 200,00. No ano passado consegui um Lewis & Clark por 120,00 e Amerigo usados por 160,00, entre outros. Esse é meu critério, se o hype tá caro agora, vale a pena esperar.

6. Meu designer favorito não é um Deus.

Penso que meu designer favorito vai uma hora lançar um jogo ruim ou repetitivo. Como já rolou no último hype. E com o tempo caiu a  ficha que todos os jogos daquele designer se parecem iguais. A ponto de querer por exemplo vender toda minha coleção do designer X… (e quem sabe guardar apenas o Le Havre).

7. Vou na mecânica que me deixa feliz

Se eu gosto de uma determinada mecânica não vejo problema nenhum em ter por exemplo vários jogos de Construção de Baralho na coleção.

Se o deck building me deixa feliz, ou alocação de trabalhadores, não vejo problemas em ter uma parede forrada só com esses jogos.

8. As malditas expansões

Existe jogos que as expansões as vezes mais atrapalha do que diverte. O hype das expansões é a ilusão do que está ótimo vai ficar excelente. Eu por exemplo odiei as expansões de Champions of Midgard, prefiro só a caixa base. Mas gosto muito de Terra Mystica e a expansão Fogo & Gelo que deu mais rejogabilidade ao jogo.

9. As benditas expansões

Sempre tomo cuidado ao comprar no hype algo que saiu no exterior e que já tem um monte de expansões que são necessárias. A editora brasileira pode  não lançar elas aqui a exemplo de Imperial Settlers, Smallworld, Orleans que fiquei na mão.

10. Nova edição do mesmo jogo.

As vezes a editora relança aquele jogo que todos adoram. Vem com uma nova roupa, uma caixa maravilhosa com verniz localizado, com algumas firulas novas nas regras. Então vem o hype é bate a minha porta:

“Oi eu sou o novo Brass, mais bonito, mais elegante, mais cheiroso. Vai ficar desatualizado mesmo?”
“Vou!”

11. A arte do desapego

As vezes tenho um jogo e converso com ele na lata:”Já deu meu querido, o amor acabou, acho que está na hora de ver outras mesas”. Eu olho o mercado e vejo como está a cotação dele, se vale a pena vender agora ou esperar sua escassez.

Boardgame é um hobbie maravilhoso, porque nossos jogos envelhecem bem. Fique ligado no hype dos jogos usados.

12. O meu céu tem um limite.

Eu já tive mais de 120 jogos na coleção e percebi que estava virando um colecionador. Não quero ser um colecionador,  quero jogar os meus jogos que estão na estante, EU SOU UM JOGADOR!

Estabeleci que o meu limite na coleção são 50 jogos, porque consigo jogar esses 50 jogos pelo menos 2x por ano. Tem gente que adora colecionar, pegam um quarto ou alugam salas para estocar eles. Não julgo ninguém.

Mas pra mim 50 jogos já é muita coisa, ainda mais se você tiver amigos que tem mais jogos. Eu já passei meses só jogando jogos de amigos.

13. Os jogos são meus. Mas a mesa não é minha.

Acho que todo mundo já comprou um jogo que infelizmente não conseguiu colocar na mesa porque querendo ou  não estamos sujeitos as pessoas que nos cercam: esposa, família e amigos que tem um gosto em comum por determinado tipo de jogo.

E não adianta comprar um jogo cooperativo temático se no seu grupo  você tem pessoas que tem aversão a jogos cooperativos.

Se eu tentar colocar um jogo cooperativo em uma noite de jogatina na minha casa, minha esposa simplesmente vai se levantar da mesa e ir para o quarto dormir.

Meus amigos não vão mais responder minha mensagens e vai levar meses até que possam confiar de novo em mim. Então determinados jogos hypados não colam mais pra mim. Tenho que ter um pouco de sanidade nessas horas.

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